Arquidiocese de Braga -

22 junho 2026

Fafe deu uma alegre lição de como a Igreja pode construir um mundo mais fraterno

Fotografia DM

Joaquim Martins Fernandes - DM

Encerramento da Visita Pastoral ao Arciprestado de Fafe juntou mais de um milhar de pessoas no Pavilhão Municipal

O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, disse este domingo que a Visita Pastoral ao Arciprestado de Fafe se revelou «uma feliz lição de esperança de como a Igreja de Braga pode assumir a construção de um mundo mais justo e mais fraterno».

Visivelmente satisfeito com a enorme adesão de fiéis à sessão de encerramento da Visita Pastoral, na qual participaram os três bispos da Arquidiocese, D. José Cordeiro, que voltou a ter ao seu lado D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, destacou a «festa extraordinária e surpreendente» que marcou este momento. «Hoje não estamos a viver apenas o maior dia do ano, por força do solstício de verão. Hoje é também um grande dia para nós, Igreja de Braga», sublinhou.

Referindo-se à força da fé testemunhada neste domingo, afirmou que esta começou a revelar-se na «bela e extraordinária Visita Pastoral», que decorreu nas 37 paróquias do Arciprestado, após «uma longa preparação», que demonstrou «como se pode continuar a caminhada de renovação» promovida pela Igreja de Braga.

Prometendo para breve «uma avaliação detalhada», por considerar que também faz parte da missão da Arquidiocese de Braga comprometer-se com «um caminho de transparência, de prestação de contas e de avaliação», o prelado bracarense deixou ao Arciprestado de Fafe o seu agradecimento — em nome próprio e em nome dos Bispos Auxiliares — «pela beleza do testemunho desta Visita Pastoral», que mostrou «como a Igreja de Braga está comprometida com a construção de um mundo de esperança e de fraternidade».

D. José Cordeiro estendeu ainda o agradecimento «a todos os párocos» e «aos estimados» presidentes das mais diversas instituições do concelho, aos presidentes de junta e ao presidente da Câmara Municipal de Fafe.

«A todas as pessoas — crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos — de todos os lugares que percorremos ao longo desta grande peregrinação: muito, muito obrigado por todo o vosso testemunho e pela surpresa crescente desta grande assembleia, aqui neste Multiusos», resumiu D. José Cordeiro.

 

Crisma de 383 jovens e adultos em celebração que também deu posse aos Conselhos Pastorais

Os três bispos da Arquidiocese de Braga — o Arcebispo D. José Cordeiro e os Bispos Auxiliares D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita — administraram este domingo o sacramento do Crisma a 383 fiéis de várias idades do Arciprestado de Fafe.

A cerimónia, integrada na Eucaristia Solene que encerrou a Visita Pastoral às 37 paróquias do Arciprestado, foi apontada como um motivo de especial alegria pelo Arcipreste de Fafe, padre José António Carneiro.

«Com esta celebração damos graças a Deus pela grande bênção que nos concedeu, desde 13 de março até hoje, através da rica experiência da Visita Pastoral. Acrescenta-se à nossa alegria a celebração do Crisma de 383 jovens e adultos provenientes de muitas paróquias do nosso arciprestado», salientou.

O Arcipreste destacou também a importância da «constituição dos Conselhos Pastorais Paroquiais», cuja tomada de posse decorreu igualmente na Eucaristia de encerramento da Visita Pastoral, que encheu o Pavilhão Municipal de Fafe.

José António Carneiro sublinhou que o reconhecimento formal dos Conselhos Pastorais Paroquiais pelo Arcebispo Metropolita de Braga «constitui um momento de renovada esperança no Caminho da Páscoa, que trilhamos rumo ao grande jubileu de 2033».

Numa celebração eucarística marcada também pela entrega do peditório da missa ao projeto missionário «Caminho de Esperança», que a Arquidiocese de Braga está a desenvolver na Diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau, José António Carneiro apelou a uma maior sensibilidade para com este projeto humanitário.

«Hoje, porque há mais alegria em dar do que em receber, no peditório da missa cada um é convidado a fazer uma oferta monetária que será entregue ao Centro Missionário de Braga, para que jovens da nossa diocese possam desenvolver esta experiência missionária», destacou o Arcipreste de Fafe.

 

Crisma exige maior responsabilidade

Na mensagem especial dirigida aos crismandos, durante a homilia da Eucaristia que encerrou a Visita Pastoral, o Arcebispo Metropolita de Braga alertou que receber o Crisma «não é um passaporte para sair da Igreja», mas antes «um maior compromisso» com a vivência dos valores cristãos.

«O Crisma é para prosseguirmos juntos a caminhada cristã e para que possamos testemunhar a alegria da fé, a esperança e a felicidade», afirmou D. José Cordeiro, acrescentando que, para isso, «é preciso exercitar e viver os valores que a nossa fé promove» e assumir o compromisso do caminho sinodal que está a ser percorrido pela Igreja de Braga.

«Trata-se de marcar esta etapa da vida no caminho do seguimento de Cristo, para sermos adultos na fé», continuou o Arcebispo Metropolita de Braga, que desafiou os 383 jovens e adultos crismados a levarem «os valores do Evangelho para o mundo digital», cada vez mais presente no quotidiano.

D. José Cordeiro salientou que «também o mundo da Inteligência Artificial e de outras plataformas pode constituir uma via para propostas de oração diária, indispensáveis para manter a fé viva», bem como para a concretização «de muitas outras possibilidades que existem para prosseguir e aprofundar este encontro com Jesus Cristo».