Arquidiocese de Braga -
4 julho 2026
Igreja de Braga vive hoje Dia Arquidiocesano da Juventude com envio de missionários
DM - Francisco de Assis
A Igreja de Braga vive hoje um dia especial, com a realização do Dia Arquidiocesano da Juventude, transformando Vila Verde na capital da juventude cristã da arquidiocese. O dia fica marcado, igualmente, pelo envio de cinco missionários para a Guiné-Bissau, no âmbito do programa “Caminho di Esperança”.
Em relação ao Dia Arquidiocesano da Juventude, esperam-se centenas de jovens na Praça de Santo António, em Vila Verde, imbuídos de fé e de vivência cristã, mas também de festa, partilha de experiências e convívio.
Sob o lema “Vós haveis de dar testemunho porque estais comigo”, o grande destaque do programa é a realização de diferentes workshops inspirados no conceito de proximidade e partilha “Ele e eu…”, espaço formativo que procura cruzar vários contextos da juventude, desafiando os participantes a conciliar a vida e o testemunho. Entre os vários oradores vão estar os três bispos da arquidiocese: D. José Cordeiro, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita.
O momento de maior solenidade e concentração dos jovens acontece às 16h30, com uma Eucaristia onde a arquidiocese fará o envio de voluntários que vão integrar o Projeto Missionário na Guiné-Bissau.
Arquidiocese envia cinco missionários para a Guiné-Bissau
De facto, no final da Eucaristia de hoje, será realizada uma cerimónia de envio de cinco missionários para a Guiné-Bissau, no âmbito do projeto “Caminho di Esperança”. Os missionários são o seminarista Rúben Pinheiral, Duarte Marques, da Pastoral Universitária; Sara Poças, do Centro Missionário da Arquidiocese de Braga (CAMB); Fátima Castro, responsável da Catequese na Arquidiocese de Braga; e a enfermeira Joaquina Ribeiro.
Em conversa com Renata Rodrigues, do Departamento de Comunicação Social da Arquidiocese de Braga, os cinco voluntários explicaram as suas motivações e expetativas para a missão.
«É um projeto novo, portanto, vai ser uma experiência pioneira. Tivemos várias pessoas a inscreverem-se na formação. Acabámos um grupo de cinco pessoas. Pensamos que, eventualmente, poderiam ter sido mais, mas talvez seja também providencial, porque, como estamos a começar, também há uma maneira de vermos o que é que poderemos fazer», revelou Sara Poças.
Por seu turno, Fátima Castro, também ela já com experiência missionária em Moçambique, volta a embarcar no “Caminho di Esperança”. «Parece um clichê, mas não é. Que é: nós levamos amor, eu não vou levar mais nada. Até porque eu não tenho muito mais para levar. Eu estava a ouvir a Joaquina dizer: eu vou lá para receber. E é isso que eu trouxe da outra missão e também quero levar para esta. Eu tenho uma frase que me acompanha, que é de Santo Agostinho, e que acho que diz muito daquilo que eu sou e de como tento viver a minha vida, que é: “ama e faz o que quiseres”. Ou seja, se tu fores e fizeres por amor, tudo o que tu vais encontrar lá, tudo o que vais fazer lá, dará o seu fruto», acredita.
Quanto à enfermeira Joaquina, reformada, referiu que não tem muita expetativa. «Eu vou numa de partilhar, dar e receber, sem estar a fazer muitos castelos nem a criar grandes expetativas. Mesmo numa de ver o que acontece e receber aquilo que vai acontecer, e também dar aquilo que posso dar.»
Por seu turno, o seminarista Rúben Pinheiral falou nas desculpas que poderia dar para não ir, mas decidiu enfrentar o desafio, percebendo também que, se calhar, é também uma forma de chamamento de Deus. «Também a partir da experiência da oração, levando esta pergunta à oração pessoal, à adoração, fui percebendo que, se calhar, teria mais a receber do que ia dar nesta missão em Bafatá.»
Duarte Marques também contou como surgiu a ideia. «Desde logo, quando vi o projeto, entusiasmei-me. Primeiro, porque desde miúdo que tenho o sonho de visitar o continente africano, fruto também daquilo que são as minhas raízes. Mas também por todas as histórias que ouço, os aromas, as paisagens, o clima. Poder fazer isso aliado a uma causa humanitária ligada à missão, que é este projeto, fascinou-me muito, principalmente porque vou conseguir quase fazer dois sonhos num só: visitar um continente que sempre desejei. Fazê-lo num contexto tão importante, tenho a certeza de que vai ser muito marcante na minha vida.»
Os depoimentos completos estão no site da Arquidiocese de Braga.
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