Arquidiocese de Braga -

4 setembro 2026

Sacerdote jesuíta Miguel Ferreira desafia católicos a tirarem a Bíblia da estante

Fotografia Pedro Perpétua

DM

«Temos uma Bíblia na nossa casa? Onde é que ela está? Será que tem o uso devido ou é apenas mais um livro?» As questões foram lançadas por Cláudia Araújo, esta quarta-feira, na apresentação do livro Tirar a Bíblia da Estante, do sacerdote jesuíta Miguel Gonçalves Ferreira.

Na sessão, que decorreu na Livraria Apostolado da Oração, em Braga, Cláudia Araújo considerou que este livro «ajuda-nos a voltar ao Evangelho com a certeza de que há sempre algo novo a descobrir».

Cada vez que lemos um texto, mesmo que já conhecido, somos pessoas diferentes, porque as nossas circunstâncias também são diferentes, e a Palavra pode tocar-nos de maneira diferente. No texto, o autor fica ao nosso lado, enquanto tiramos a Bíblia da estante, e vai-nos interpelando e apontando um caminho, deixando-nos com vontade de abrir mais vezes a Bíblia.

Para Suzana Mendes Gonçalves, este é um livro para ir tirando da estante, para ir rezando, trazendo a oração à vida e a vida à oração. Ao lê-lo, foi confirmando que o poder de Jesus tem de ser acolhido através da fé.

O livro, publicado pela Editorial Apostolado da Oração, leva-nos a olhar para os acontecimentos da vida de Jesus e a perceber que, mesmo no auge do sofrimento, Ele continua a cuidar e a amar. E, ao olharmos para a história de Jesus, para a sua genealogia, conseguimos identificar também a nossa história e os nossos antepassados.

Tirar a Bíblia da estante não significa apenas pegar num livro que está na prateleira, mas deixar que a Palavra entre no dia a dia de cada um e o transforme.

Numa sessão com casa cheia, o autor confessou estar emocionado e explicou que a sua intenção ao escrever este livro — que resultou do desafio de compilar os textos que tinha escrito para a revista Mensageiro do Coração de Jesus — foi tentar melhorar a imagem de Jesus, traduzi-la com alegria e torná-la mais rica e mais próxima de cada um de nós.

Em Tirar a Bíblia da Estante, o Padre Miguel Gonçalves Ferreira, SJ, faz uma leitura dos quatro Evangelhos, associando Marcos ao sentir, Mateus ao entender, Lucas ao ver e João ao permanecer. Quatro verbos essenciais que sintetizam a experiência cristã e formam um programa de vida espiritual: o sentir que desperta o coração, o entender que ilumina a mente, o ver que transforma o olhar sobre o próximo e o permanecer que enraíza a fé na eternidade.

O texto agora publicado pelo religioso da Sociedade de Jesus propõe uma abordagem aos quatro evangelistas estruturada num «programa de vida espiritual: o sentir que desperta o coração, o entender que ilumina a mente, o ver que transforma o olhar sobre o próximo e o permanecer que enraíza a fé na eternidade».