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26 Set 2019
Bom Jesus, património de todos
Texto sobre o Bom Jesus do Arcebispo Primaz para o jornal Correio do Minho
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Há notícias que nos enchem de júbilo e, porventura, de orgulho. Após longos anos de trabalho, a UNESCO declarou o Bom Jesus do Monte como Património da Humanidade de valor excepcional e único. Não poderíamos ter melhor notícia nos primeiros dias do mês de Julho.

Passados os momentos de exaltação, é chegada a hora de assentarmos os pés na terra e partirmos para uma responsabilidade comum que este título nos outorga.

Posso afirmar que a Arquidiocese de Braga e a Confraria do Bom Jesus do Monte não deixarão de cumprir as suas obrigações. Colocaram todo o empenho e sentido de responsabilidade numa candidatura preparada com competência e grande dedicação por parte de inúmeras pessoas que, verdadeiramente, se apaixonaram pela causa.

Agora, importa que circule a ideia de que a responsabilidade pelo Património cultural e ambiental aumentou. Não atingimos uma meta. Alcançamos uma simples etapa. Alguns trabalharam com denodo e entrega, agora todos deverão oferecer o seu contributo para que a beleza de toda a instância ofereça maior beleza a quem a procura, seja como turista, veraneante ou por motivos religiosos.

Das múltiplas responsabilidades que o povo bracarense deverá assumir quero enumerar duas: o acolhimento das pessoas e o cuidado dos espaços. Duas realidades interligadas e interdependentes. Condicionam-se reciprocamente.

À partida sabemos que o Bom Jesus será procurado por muitas mais pessoas. Muitas vindas dos quatro cantos de Portugal mas muitas mais de terras longínquas trazendo consigo uma diversidade cultural. Não podemos renunciar à nossa história mas teremos de ter um espírito aberto para não olhar a etnias ou povos diferentes. Poderá parecer um dado adquirido esta realidade. Importa, porém, insistir e criar este ambiente alegre que oferece simpatia e pequenos gestos de comunhão.

Não necessitaremos de gastar mais dinheiro para que isto aconteça. Teremos de usar a gramática dos pequenos e simples gestos que encantam. Se as pessoas encontrarem sorrisos e bons modos, levarão uma recordação que permanecerá para sempre. Acolher bem é uma arte. Os bracarenses sabem fazê-lo. Importa que sejam concretos e exteriorizem os sentimentos de uma cidade que se orgulha de ser cidade de portas abertas e, por isso, oferece um coração aberto e acolhedor.

Por outro lado, sabemos que a Confraria continuará a cuidar dos espaços, potenciando a beleza que os caracterizam. Os jardins mostrarão a arte habitual, os recantos terão a limpeza adequada, as árvores os cuidados e a estima que merecem. A basílica e todo o conjunto patrimonial terão sempre um grande cuidado da reaqualificação e na preservação. 

Acontece que isto não é suficiente. Cada bracarense terá de assumir a responsabilidade concreta de considerar aqueles espaços como seus. Refiro-me a pequenos cuidados como a limpeza, o respeito que o lugar exige e a simplicidade de sugerir o que poderá ser feito para nos orgulharmos do que temos. As críticas anónimas e destrutivas não trazem vantagens a ninguém. As ideias que possam valorizar são sempre bem-vindas.

Algo de novo deve acontecer na vida dos bracarenses perante esta distinção. Será ousadia da minha parte sugerir que muitos se interroguem sobre aquilo que, quotidianamente, possam fazer pelo Bom Jesus? O pouco de todos marcará a diferença para que a Humanidade reconheça a justiça desta atribuição. 

Sendo “todos Bom Jesus”, mostramos que, sem egoísmos, o Bom Jesus é de todos, é da Humanidade.

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