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DACS com Agência Ecclesia | 12 Out 2020
Papa lembra que “ninguém está excluído da casa de Deus”
Francisco desafiou os católicos a abrir “portas”, porque “o Evangelho não está reservado a poucos eleitos”.
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  © Vatican News

O Papa afirmou ontem, Domingo, dia 11 de Outubro, que as comunidades católicas devem ir ao encontro dos mais desfavorecidos da sociedade, “sem excluir ninguém”.

“Ninguém está excluído da casa de Deus”, referiu Francisco, antes da recitação da oração do ângelus, na Praça de São Pedro.

Perante os peregrinos que se deslocaram ao Vaticano apesar da chuva, o Papa reflectiu sobre a passagem do Evangelho que foi lida nas eucaristia em todo o mundo: um rei que organiza uma festa e que procura convidados entre as pessoas “excluídas”.

“A Igreja é chamada a chegar à encruzilhada de hoje, isto é, às periferias geográficas e existenciais da humanidade, aos lugares à margem, àquelas situações em que se encontram acampados e vivem fragmentos de humanidade sem esperança.”, indicou Francisco.

O sumo-pontífice desafiou os católicos a abrir “portas”, porque “o Evangelho não está reservado a poucos eleitos”: Mesmo os que estão na margem, mesmo aqueles que são rejeitados e desprezados pela sociedade, são considerados por Deus dignos dos seu amor. Ele prepara o seu banquete para todos: justos e pecadores, bons e maus, inteligentes e incultos”.

O Papa deu como exemplo o novo beato Carlo Acutis, com 15 anos, “apaixonado pela Eucaristia”.

“Ele não se conformou a um imobilismo cómodo, mas acolheu as necessidades do seu tempo, porque via o rosto de Cristo nos mais fracos”, observou.

Referindo-se à beatificação do jovem italiano, que decorreu no Sábado, dia 10, em Assis, Francisco falou de um “testemunho” de vida para as novas gerações: “A verdadeira felicidade encontra-se colocando Deus em primeiro lugar e servindo-o nos irmãos, especialmente os últimos”, declarou, antes de pedir um aplauso para o novo “jovem beato millenial”.

Numa passagem improvisada do seu discurso, Francisco relatou que na tarde de sábado conversou telefonicamente com um missionário no Brasil, que “trabalhou sempre com os excluídos, com os pobres”.

“Vive a velhice em paz, gastou a sua vida com os pobres. Esta é a nossa mãe Igreja, este é o mensageiro de Deus, que vai às encruzilhadas do caminho”, assinalou.

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