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14 Jul 2014
FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES: VISITAS PASTORAIS (I)
Estando-se nas proximidades do aniversário do falecimento do beato Bartolomeu dos Mártires e perto do dia 18, o clímax das efemérides comemorativas, vem a propósito frisar algumas observações curiosas sobre as suas visitas pastorais pessoais, onde transparece na sua maior diafanidade a alma pura do bondoso Arcebispo. (por P. Franklim Neiva Soares)
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Estando-se nas proximidades do aniversário do falecimento do beato Bartolomeu dos Mártires e perto do dia 18, o clímax das efemérides comemorativas, vem a propósito frisar algumas observações curiosas sobre as suas visitas pastorais pessoais, onde transparece na sua maior diafanidade a alma pura do bondoso Arcebispo.

Começo pelas atas sobreviventes e a periodicidade visitacional

A primeira observação prende-se com o número das suas visitações pessoais sobreviventes. Neste momento só se conhecem 95, de que três reduzidas a um capítulo ou pouco mais: as de Correlhã e Esposende em 1581 e a de Sequeade por 1574. Vejam-se as paróquias de que restam mais atas. A primeira é Fermentões, de que se conhecem 16 visitações, além de uma que se sabe ter-se perdido. Seguem-se-lhe duas instituições com 13: a Catedral de Braga (não incluindo a feita à Capela de D. Lourenço Vicente e contando como distintas as duas partes da iniciada em 1578) e a paróquia de São Paio da vila de Guimarães. Aproxima-se-lhes a única paróquia com seis: a Colegiada de Santa Maria da Oliveira, de Guimarães. Com cinco só se conhecem neste momento três paróquias: Borbela no concelho de Vila Real, Carrazedo de Montenegro no de Valpaços e Meadela no de Viana do Castelo. As de quatro são apenas duas: Cabração no concelho de Ponte de Lima e Capareiros no de Viana do Castelo.

Logicamente tem de a bordar-se já a questão da periodicidade das suas visitas pessoais, ou seja, do intervalo médio entre elas. O que se patenteia primeiramente é a visita quase anual à região da vila de Guimarães, uma vez que se fizeram 17 atas, pelo menos, à paróquia de Fermentões, contando a perdida; juntando-se-lhes dois anos de ausência para o Concilio de Trento seriam 19. Portanto bem perto da anual. As 13 de São Paio, com mais duas ao Hospital do Serviço de Nossa Senhora, no território dessa paróquia, e as seis sobreviventes da Colegiada comprovam que excecionalmente visitou frequentemente a região de Guimarães. Visitações privilegiadas ou punitivas? - pode perguntar-se. Em todo o caso é sempre de estranhar este comportamento quase persecutório, que não é excecional, pois deu-se outro tanto com o seu antecessor, o carmelita D. Fr. Baltasar Limpo. Porquê? Creio que por se tratar de região muito populosa, economicamente muito desenvolvida devido à sua relativa abundância de indústria artesanal, com relativa presença de cristãos-novos e consequentemente com bastante criminalidade. Mas deve acrescentar ainda a habitual recalcitração da Colegiada e dos seus satélites, com pretensões de equivalência a sufragânea relativamente ao arcebispo. 

Se a concordata de 1553 resolveu de vez o conflito, os Arcebispos responderam com a sua aplicação aturada visitando-a pessoalmente quase todos os anos. Se alguma dúvida restar sobre alguns destes considerandos, bastará ler desapaixonadamente algumas atas para ver o elenco de pessoas condenadas e mandadas comparecer. Tratava-se duma região especial; mais do que isso, suspeita.

Sobre a periodicidade geral média das visitações arcebispais urge uma análise mais séria e objetiva, até porque há quem defenda a priori que o fazia anualmente. Por isso limito-me a apresentar uma tabela com cinco das freguesias mais visitadas (fora da região suspeita e da Catedral de Braga) [ver tabela]. 

Da análise e comparação das visitas dessas cinco paróquias paradigmáticas, até porque extensivas a quatro comarcas, conclui-se inequivocamente que a sua frequência visitacional média era de 4 a nos. E para a manter numa diocese tão extensa e dispersa, e com os meios de transporte e de comunicação do tempo, tinha bem de suar a camisa! Por isso a minha admiração por tanto empenho e tanto zelo pastoral!

P. Franklim Neiva Soares (In DM 13 de Junho de 2014)


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